quinta-feira, 6 de outubro de 2011

(...) Saí apressada do escritório. Não fazia a menor idéia de como estava o tempo cá fora, até descer as escadas e sentir a brisa fresca no rosto. Era fim de tarde.. de um lado, o sol se pondo deixando um céu azul-rosado, e colorindo tudo ao redor. Do outro, uma lua tímida na metade do céu. Eu passava a mão no cabelo tentando ajeitar ( no meu narcisismo exagerado). Caminhava por aquelas ruas, tentando encontrar em cada pedaço de esquina, em cada rosto, uma resposta. Imaginava as pessoas me respondendo essa pergunta, esse nó que voltou a incomodar dentro de mim.. o que elas diriam? O que você diria?
É mais simples, tem que ser simples.
E essa saudade de não-sei-quê, de um tempo não-sei-quando ?
E sua voz falando baixinho no telefone, pra seus irmãos não acordarem.. lembra? Os verões quentes, as tardes intermináveis e o choro de despedida?
Esse nó falando dentro de mim, que nem um ouriço.. não consigo mais evitar.
Eu vejo milhares de cartas, vejo promessas sendo quebradas.. cuidado quando me prometer alguma coisa. Escorpiana com ascendente em touro que sou, lembro de todas sem esquecer de cobrar depois. Ahhh.. essa sua mão na minha cintura, esse amor.. cadê?
E pra completar, essa lua....

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