domingo, 20 de março de 2011

Marina, morena, Marina... (o conto fragmentado e perdido de uns meses atrás)


Não se trata de um "Era uma vez". Essa é uma história comum, não um conto de fadas. Histórias que começam com "Era uma vez", sempre terminam (por ordem de clichê) com um "E viveram felizes para sempre". A realidade é que ninguem é feliz para sempre.
O que houve foi um desses encontros nada casuais, num lugar não muito propício para histórias de amor. Nossa história começa sob um pôr-do-sol inebriante daquela tarde de cidade pequena. Crianças e vovôs passeando pela pracinha, a fileira de donas de casa sentadas displicentemente numa calçada qualquer- falando da vida daqueles que por alí passam... coisas de cidade pequena!
Do outro lado da cidade, surge nossa heroína: com os pés descalços, e o cabelo castanho claro jogado ao vento. Vinha correndo, chutando areia pra tudo que é lado.. ventava forte, o que fazia seu vestido balançar e chamar atenção dos marinheiros rudes que descançavam no porto. Porém, seu jeito moleca de ser, camuflava qualquer sensualidade que a algum tempo já existia. Assim era Marina.. filha única, de pai pescador e mãe rendeira. Nascida e criada alí, conhecia poucas coisas do mundo. Tudo o que sabia aprendeu com seus discos e seus livros.. não tinha muitos planos pro futuro, mas ninguem naquela cidade tinha.

Continua...

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