sexta-feira, 4 de novembro de 2011


Prisão? cadeia? Presos somos nós, que não podemos circular pela Getúlio Vargas e pelo centro nem à luz do dia, que dirá depois das 6 da tarde. Nós vivemos detrás das cercas eletrificadas, dos portões e das grades reforçadas. Eles estão por aí, soltos.. circulando livremente pelas ruas, protegidos pela lei.. pela maldita lei da menor idade. Ahh menor idade!  DIREITOS HUMANOS PRA QUÊ? DIREITOS HUMANOS PRA QUEM? Não venha me dizer você pra não ter preconceito. É ele (infelizmente) que nos livra diariamente da violência. Andamos na rua medindo a cara das pessoas e nos preparando pra responder a um cordial "bom dia" ou para correr ao abrigo mais próximo.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

"Me escondo aqui no mundo real
mas venho de outro lugar: do mundo de ilusão.
Vivo de lembranças, de quase sonhos,
quase religião, quase verdade.
Quase ataque do coração.

Vivo de quase luto, quase amor
quase tesão, Quase irmãdade
quase ceita, quase faculdade, quase avião

Quase meninos, quase meninas 
quase cigarro, quase traição
quase veneno, quase poesia
quase música, quase uma constelação."

L.K.S.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

(...) Saí apressada do escritório. Não fazia a menor idéia de como estava o tempo cá fora, até descer as escadas e sentir a brisa fresca no rosto. Era fim de tarde.. de um lado, o sol se pondo deixando um céu azul-rosado, e colorindo tudo ao redor. Do outro, uma lua tímida na metade do céu. Eu passava a mão no cabelo tentando ajeitar ( no meu narcisismo exagerado). Caminhava por aquelas ruas, tentando encontrar em cada pedaço de esquina, em cada rosto, uma resposta. Imaginava as pessoas me respondendo essa pergunta, esse nó que voltou a incomodar dentro de mim.. o que elas diriam? O que você diria?
É mais simples, tem que ser simples.
E essa saudade de não-sei-quê, de um tempo não-sei-quando ?
E sua voz falando baixinho no telefone, pra seus irmãos não acordarem.. lembra? Os verões quentes, as tardes intermináveis e o choro de despedida?
Esse nó falando dentro de mim, que nem um ouriço.. não consigo mais evitar.
Eu vejo milhares de cartas, vejo promessas sendo quebradas.. cuidado quando me prometer alguma coisa. Escorpiana com ascendente em touro que sou, lembro de todas sem esquecer de cobrar depois. Ahhh.. essa sua mão na minha cintura, esse amor.. cadê?
E pra completar, essa lua....

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Valeu teu pique, estrela cadente.. até nunca mais ♪

(...)Certa noite, uma estrela cadente passou pelo meu céu e parou.
Me mostrou lugares, sabores, cores e histórias que nunca vira antes.
Me inebriei com o seu encanto, sua beleza rara.
Quase acreditei em tudo que ela me disse, e me entreguei. Mas estrelas cadentes se vão...
E ela partiu no seu pique, sem dizer um "adeus".
Mas como, mas por que, mas como?
Hoje meu céu é turvo; depois desta estrela cadente, nenhuma estrela foi capaz de me encantar, e de dar vida ao meu céu.

...
Vento de maio - Lô Borges

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Independência?

O que comemorar? Jaqueline roriz ilesa, bandidos só de passagem pelas delegacias, corrupção, covardia e desfalque pra todos os lados, fome, desolação, dívidas, violência, governos corruptos pra todos os lados, cidade suja, professores da rede municipal sendo humilhados pelo excelentissimo prefeito (des)Aparecido Staut (esse vai dormir com as vaias do povo hoje no desfile), preconceito com os homosexuais.. putz, tanta coisa. Será mesmo que temos o que comemorar? Algo nessa nossa nação nos dá orgulho? Já deu.. em muitos momentos da história sentimos orgulho em sermos brasileiros. Mas e o hoje?
Dizem que a história só se repete, e se isso realmente for verdade, e não só coincidência. caminhamos para um estopim, um ponto de ebulição de algo que vai revolucionar. Assim o espero.
Precisamos gritar novamente, e mais alto:
- INDEPENDÊNCIA OU MORTE!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Pe. José Koopmans

"Há homens que lutam um dia e são bons;
Há outros que lutam varios dias e são melhores;
Há aqueles que lutam varios anos e são excelentes;
Mas existem aqueles que lutam a vida inteira: esses são imprescindiveis"
Bertold Brecht


Holândes, se tornou baiano e em sua luta denunciou a invasão da monocultura do eucalipto. Querido nas periferias, na alta sociedade, na roça, querido pelos índios e pelos sem terra. Se foi e deixou sementes em vários corações, que com certeza vão tocar sua luta. Se foi de repente, mas sem dúvidas, cumpriu sua missão! 


“(…) Vai companheiro, vai fundir-se com a mãe terra, já que a vida inteira tomou-a em defesa, sem jamais transigir. Agora, Tu e Ela, uma só matéria. Vai companheiro, aninhar-se nos braços da Lua, pois tua luta nunca será olvidada, teu grito profético contra a destruição e mercantilização da natureza, tua fúria lúcida contra a corrupção de políticos vigaristas de todos os matizes, corrupção que mata e subtrai a vida de milhares de pessoas, teu profundo senso de justiça, tantas vezes motivo de perseguição pela Igreja Vaticana a que pertences, que, com suas estruturas conservadoras e truculentas, o cerceava; mas não é o evangelho que diz ‘Felizes os que tem fome e sede de justiça’(…)”? (Aliomar Rabelo Cesar)



segunda-feira, 6 de junho de 2011



(...) Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao
conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e
dos justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva
o lápis do coleguinha",
" Esse apontador não é seu, minha filhinha".
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido
que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca
tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica
ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao
culpado interessará.


Elisa Lucinda - Só de sacanagem

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O por quê do sumiço...







Vale do Capão - Chapada Diamantina, Bahia, Brasil!

Simmmm cá estou. Me permitindo conhecer o novo e aprender dia pós dia com as pessoas daqui.
Enquanto nós estamos acostumados a viver na mesma cidade q outras pessoas, e passar por elas despercebido, aqui todos se conhecem.. todos se cumprimentam mesmo q n saibam o nome um do outro (até por causa do tamanho da cidade né). Minha maior marra com Brasilia era a distância das pessoas. Quem me conhece, sabe q n sou mt fã de pessoas, tenho pouquissimos amigos, e me dou melhor com meu cachorro do que com eles, mas acho fantastico a proximidade entre vizinhos de cidade/habitantes do mesmo planeta. Afinal, tds estamos no mesmo barco :P
Enquanto vamos ao supermercado comprar comida, as pessoas daqui (pelo - a maioria),  produzem no proprio quintal de sua casa, cultivando dia pós dia. O pão, é 100% integral, e só 1 pessoa da vila faz e distribui pra todos. As decisões são tomadas no coreto, e nem polícia tem por aqui.
É o modo de vida puramente sustentável, sem hipocrisia e sem o conceito "modista-ecologico", que a sustentabilidade tomou nos ultimos tempos.
Claro, não é o lugar perfeito. As pessoas não são santas, apesar de parecerem HUIASHAUIS
Mas estou aqui, acordando todos os dias, e dando comida aos macacos, brincando com os cachorros e observando essa natureza espetacular que a Chapada possui.
Aqui o sinal de celular é zero, mas quer saber? N estou nem sentindo falta.
Cada dia uma lição diferente.. cada dia uma revisão de conceitos.. toda a experiencia de vida é válida!

*******

Sabado passado fomos na cachoeira da fumaça... a tal, falada no mundo todo. São 6 km de subida até a base, mais 6 km no plano até a cachoeira. Uhul, minha primeira trilha, coisa e tal...
Mas meus leitoresss....... vcs n tem noção do cansaço que é! Da fadiga, a falta de ar q dá vc estar a 1.350 metros acima do mar, caminhando a 3 horas. Acho que conhecí o efeito que uma trilha faz no corpo. Vc conhece seus limites, conhece suas capacidades físicas. E euuu q estou no auge dos meus 17 anos e nem no pé consigo tocar agachada com o joelho reto... eu sofrí pakas. Na volta, comecei a variar.. a ver as nuvens indo e vontando do céu pra terra AIUSHIAU enfim.. valeu a pena! É uma das coisas mais lindas do Brasil.. fiz uma jura q nunk mais voltaria lá, mas deixa algum conhecido aparecer por aqui, q eu levo só pra ver a pessoa mais enfasteada do que eu (Muahaha).

E por aqui vou ficando.. qualquer dia desses conto uma coisa nova.. bjim bjim bau bau

terça-feira, 22 de março de 2011

Quando eu atravessava aquela rua, morria de medo (...)

O que é que houve meu amor,
Você cortou os seus cabelos...
Foi a tesoura do desejo,
Desejo mesmo de mudar

http://www.vagalume.com.br/alceu-valenca/tesoura-do-desejo.html#ixzz1HL4LlgaE

domingo, 20 de março de 2011

Marina, morena, Marina... (o conto fragmentado e perdido de uns meses atrás)


Não se trata de um "Era uma vez". Essa é uma história comum, não um conto de fadas. Histórias que começam com "Era uma vez", sempre terminam (por ordem de clichê) com um "E viveram felizes para sempre". A realidade é que ninguem é feliz para sempre.
O que houve foi um desses encontros nada casuais, num lugar não muito propício para histórias de amor. Nossa história começa sob um pôr-do-sol inebriante daquela tarde de cidade pequena. Crianças e vovôs passeando pela pracinha, a fileira de donas de casa sentadas displicentemente numa calçada qualquer- falando da vida daqueles que por alí passam... coisas de cidade pequena!
Do outro lado da cidade, surge nossa heroína: com os pés descalços, e o cabelo castanho claro jogado ao vento. Vinha correndo, chutando areia pra tudo que é lado.. ventava forte, o que fazia seu vestido balançar e chamar atenção dos marinheiros rudes que descançavam no porto. Porém, seu jeito moleca de ser, camuflava qualquer sensualidade que a algum tempo já existia. Assim era Marina.. filha única, de pai pescador e mãe rendeira. Nascida e criada alí, conhecia poucas coisas do mundo. Tudo o que sabia aprendeu com seus discos e seus livros.. não tinha muitos planos pro futuro, mas ninguem naquela cidade tinha.

Continua...

sábado, 19 de março de 2011

Goodbye blue sky.. goodbye

Mas que droga. Tudo mudou de novo... 
E eu simplesmente estou vazia.. não sinto mais nada. Tanto faz se vou fazer faculdade, tanto faz se vou ter que trabalhar.. tanto faz se vai ter sol amanhã.
Sentei aqui e fiquei olhando pra tela procurando um assunto pra falar aqui, e nem isso apareceu.
Ainda é aquela música, que resume todo o momento, toda a situação:


sábado, 5 de fevereiro de 2011

Sobre não passar no vestibular pela primeira vez

Então.. dizem que uma imagem vale mais que mil palavras. Não nesse caso rs
A sensação de n passar num vestibular é única! Não fiquei indignada, pq n tinha que passar esse ano. Vai ver que as pessoas que ficaram com as 60 vagas do curso de jornalismo, estudaram todo dia de tarde, enquanto eu dormia. Assistiam todas as aulas enquanto eu matava HUASAIUHS  e faziam as atividades enquanto eu colava.
Se me arrependo? NEM UM POUCO. Tive o ano mais feliz d minha vida, na escola... se pudesse fazer de novo, seria tudo igual!
Sexta de manhã, acordei incomodada. Apesar de já saber q eu fui mal na prova, sempre fica aquela duvida: e se as outras pessoas foram pior que eu? Mas continuando... passei a tarde toda na leitura do patio brasil, devorando um livro que comecei um dia antes (admiravel mundo velho, depois falo sobre ele). Quando o relogio marcou 5 da tarde, entrei na internet e me deparei com essa imagem aí de cima.
Sabe quando vc quer rir e chorar ao mesmo tempo? uma dor de barriga começou imediatamente, e minhas mãos tremiam. Contei a novidade pra algumas pessoas no msn rindo, e fiquei assim deslocada por um bom tempo. Não é uma sensação ruim, sabe? Foi muito parecida com o meu primeiro zero em quimica (foi engraçado, e n ruim)... enfim
Encontrei com minha mãe e fomos no Alub fazer a matricula. Segunda de manhã começam as aulas e as tardes de estudo. Se estou preparada? NÃO, nem um pouco.
3 anos vagabundando e colando na emarc... nem sei como é passar uma tarde estudando, mas o investimento é alto, e prometo que vou dar o máximo e o impossivel pra poder, enfim ver meu nome na lista de aprovados da unb em 2012 =DD

Me desejem sorte, bj

sábado, 15 de janeiro de 2011

oiiiiiiiii abiguinhos

Não morrí.. tava em época de vestibular !
Além do mais, agora eu sou uma pessoa formada, mudei de estado, de cidade e mudei um pouco o modo de ver a vida (talvez rs).
Meu caderno ainda está na bahia, e aqui as férias estão sendo vazias, do jeito q deve ser! Enfim, estou em casa. C-A-S-A!
OMG, quanto tempo eu esperei por isso...