sábado, 18 de setembro de 2010

Sobre choros compulsivos e lealdade canina

É ele mesmo: O baixinho, branco e marrom, que dormia embaixo da minha cama.
Como eu fui capaz de sair de casa e deixar ele lá, sozinho? só sei que acabei deixando.
Não questione, até onde vai a lealdade do seu cão. Uma semana depois voltei a casa e lá estava ele, esperando na porta, pulando freneticamente e chorando de felicidade.
Na hora eu comecei a chorar junto e me joguei no chão pra perto dele. E só tocou uma musica na minha cabeça, que aumentou mais ainda o choro:

Diana - Boca Livre

"Velha amiga
Eu volto à nossa casa
Já não te encontro alegre
Quase humana
Corpo pintado
De branco e marrom
E uma tristeza no olhar
Como se conhecesse
Dor milenar
Já não te encontro
À espera ao pé da porta
Correndo viva e bela
Ou descansando
Tanto vazio por todo lugar
Tanto silêncio
Sinto ao chegar
Ao nosso território de brincar
Almoço aos domingos
A velha farra
Todos vão inventando
Novos segredos
Fica a ausência
Branca e marron
E a tristeza milenar
Mas os meninos voltaram a brincar
Como se ainda sentissem o seu olhar"

Essa musica foi escrita pra uma cadela que morreu. Tem coisa mais linda, mais emocionante???
Vou chorar e lembrar do meu baixinho gordo toda vez que a ouvir. :')

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Violentamente Pacífico

Antes de assistir ao video, responda a sí mesmo: Qual a impressão que você tem deste cidadão tatuado e rastafari?
Respondeu? Agora dê o play...


Nossa professora mestranda em geografia pela UFBA, Cintya Dantas, exibiu esse video-documentario na ultima aula desta sexta-feira. O cara é um rebelde, apenas mais um dos excluidos da sociedade, no bairro da paz, em Salvador. O que nos comove é seu conhecimento. Quem assiste pode até criticar, mas olhe bem se um aluno limpinho, certinho e mauricinho do Ensino Médio sabe dizer metade das coisas que ele diz? 
Concordo com grande parte do que ele diz, maaaaas...
Tire suas proprias conclusões.
Ah, e comente, claro.

Cheiro.